‘Perdemos tudo, chegou a hora de pedir socorro’, diz moradora que teve a casa inundada em Barreta

Moradores perderem móveis, eletrodomésticos e tiveram que abandonar suas casas. Sete primeiros dias do mês tiveram precipitações na casa dos 297 milímetros. O esperado para todo o mês eram chuvas de até 158mm.

Ruas foram completamente tomadas pela água — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

A água acumulada das chuvas que caem desde o último fim de semana alagou várias ruas e casas de Barreta, distrito de Nísia Floresta, no litoral Sul potiguar. “Perdemos tudo, chegou a hora de pedir socorro”, diz a dona de casa Aline dos Santos.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), julho, em apenas sete dias, já é o segundo mês mais chuvoso do ano, com 297 milímetros registrados até então. O número é bem superior a média esperada para o mês, que era de 158,7 mm.

Praia de Barreta, em Nísia Floresta, foi tomada pela água da chuva. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Praia de Barreta, em Nísia Floresta, foi tomada pela água da chuva. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A casa onde Aline mora com a mãe e três filhos foi completamente tomada pela água. Ela perdeu eletrodomésticos, roupas, teve que suspender acama para não perder o colchão e acabou indo apara a casa de uma amiga.

“A casa está inundada desde domingo, não tem como a gente ficar aqui. É triste demais. Perdemos tudo, até os sonhos. E ninguém faz nada por nós”, afirmou, emocionada.

O nível da água, que abaixou nos últimos dias, ainda não permite que Aline e sua família possam viver normalmente — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi
O nível da água, que abaixou nos últimos dias, ainda não permite que Aline e sua família possam viver normalmente — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

A casa está localizada a mais de 500 metros da praia. Além das casas, ruas foram completamente tomadas pela água e o deslocamento é feito com o auxílio de canoas.

Famílias que moram na comunidade aguardam o nível de água baixar para calcular a totalidade dos prejuízos.

g1 RN tentou contato com a administração pública de Nísia Floresta, mas não obteve retorno.

Colaborador

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