Três dias após confirmar 1º caso de varíola dos macacos, RN registra mais um paciente com suspeita da doença

Paciente de 34 anos mora em Natal e está isolado e estável. Segundo Secretaria Estadual de Saúde, ele tem histórico de viagem recente a países europeus.

Varíola dos macacos é semelhante à varíola que já foi erradicada, mas menos severa e menos infecciosa — Foto: Science Photo Library

Três dias após confirmar o primeiro caso de varíola dos macacos, o Rio Grande do Norte registrou mais uma notificação de paciente com suspeita para a doença nesta segunda-feira (4), segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde.

O novo caso suspeito foi notificado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde e está sendo acompanhado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige).

O paciente de 34 anos mora em Natal e tem histórico de viagem recente à Europa, com passagem por Inglaterra, Portugal e Espanha.

Ainda segundo a Sesap, a pessoa foi atendida no Hospital Giselda Trigueiro – uma das unidades de referência para atendimento a pessoas com suspeita da doença no RN – e está em isolamento domiciliar, com quadro de saúde estável.

Segundo o diretor do Hospital Giselda Trigueiro, André Prudente, não há qualquer indício de que o vírus esteja circulando no Rio Grande do Norte.

“Esse paciente chegou ontem de viagem, já doente, e não teve contato com ninguém, apenas com nossa equipe. Ele segue isolado”, afirmou.

O médico ainda afirmou que foi coletada amostra de exame para confirmação ou não da doença.

O primeiro caso de varíola dos macacos confirmado do estado começou a ser investigado em 23 de junho e foi confirmado na última sexta-feira (1º).

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o primeiro paciente com o quadro da doença confirmado é um homem de 40 anos, que está isolado em casa. O homem também teve histórico de viagem recente à Espanha.

A Secretaria de Saúde do RN emitiu uma orientação aos municípios para o tratamento da doença em hospitais. A rede de saúde estadual conta com um fluxo de atendimento, destacados os hospitais Giselda Trigueiro, em Natal, e Rafael Fernandes, em Mossoró, para tratamento de eventuais casos.

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

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Varíola dos macacos

Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença causa febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.

Varíola dos macacos: veja 5 pontos sobre a doença

A infecção é autolimitada com sintomas que duram de duas a quatro semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre zero e cinco dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa.

A erupção cutânea começa entre um e três dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

Chegada no Brasil

A infecção viral já se espalhou por mais de 30 países, incluindo o Brasil. O primeiro caso de varíola dos macacos no país foi confirmado na cidade de São Paulo no dia 8 de junho.

O paciente, um homem de 41 anos que viajou à Espanha, segundo país com o maior número de casos da doença, foi colocado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Zona Oeste da capital.

Colaborador

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