“A eliminação dos nossos soldados em Mariupol vai acabar com as negociações de paz”, afirma Zelensky

Em entrevista ao site Ukraïnska Pravda, neste sábado, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, fez uma avaliação circunstancial da guerra entre o seu país e a Rússia, que já se estende por mais de 50 dias. De acordo com o mandatário, as eventuais mortes dos militares ucranianos na cidade de Mariupol, uma das mais atingidas até o momento pelo conflito, acabaria com a possibilidade de negociação de paz entre as duas nações vizinhas. 

Como justificativa ao seu parecer, Zelensky, seguindo em uma linha parecida com a de Vladimir Putin, ressaltou que as mortes dos soldados do exército ucraniano colocariam os dois países em um “beco sem saída” no que concerne às tratativas de cessar-fogo, que já se desenvolvem por quase 1 mês na Turquia, mas sem avanço. “A eliminação de nossos militares, de nossos homens [em Mariupol] acabará com qualquer negociação de paz entre Rússia e Ucrânia”, disse. 

No que se refere especificamente às negociações envolvendo a cidade de Mariupol, que fica no sudoeste do país, Zelensky adota um tom pessimista, afirmando que trata-se de uma situação muito difícil, uma vez que os militares ucranianos estão cercados pelas tropas adversárias. “É um caso complicado. Mariupol pode ser dez vezes Borodianka, uma pequena cidade ucraniana perto de Kiev atacada e destruída por soldados russos. Quanto mais [casos como] Borodianka forem apresentados, mais difícil será negociar. Para ser honesto, não temos nenhuma confiança nas negociações sobre Mariupol”, explicou o presidente. 

Por fim, Zelensky acusou o exército russo pela falta de criação de corredores humanitários e enfatizou, em detalhes, a escassez de recursos para os seus compatriotas. “É uma crise humanitária, não há alimentos, água ou medicamentos, além do fato de que a Rússia rejeita a criação de corredores humanitários”, declarou o mandatário. 

Conforme divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, os combates ocasionaram as mortes de 20.000 a 22.000 na cidade de Mariupol, que é considerada estratégica pelo governo de Vladimir Putin

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Colaborador

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