Henrique diz que sempre será grato a Garibaldi; ex-senador foi derrotado em 2018 após muito insistir na defesa do primo preso

O ex-senador Garibaldi Filho resolveu falar. Garibaldi passou 50 anos angariando votos para o grupo político, e sendo o que o grupo queria, e não o que ele queria.

Era o ‘bom de votos’ enquanto Henrique era o articulador, o cara que viabilizava todas. ‘Garibaldi vai para o sacrifício’. Essa frase virou mito na bacuraulândia raiz, a que acompanhou Garibaldi, Henrique Alves, Aluízio Alves.

Garibaldi sempre foi candidato a um cargo que mais interessava a Henrique do que a ele.

Os ‘articulistas’ da política escreveram muito sobre o sacrifício de Garibaldi.

Hoje Henrique divulgou uma nota dizendo que era muito grato a Garibaldi. E tinha mais era que ser.

Garibaldi foi quem mais levantou a bandeira de Henrique quando este estava preso.

Se desgastou em nome de Henrique.

Perdeu a própria eleição para o Senado por se desgastar em defesa de uma lava jato que não era dele.

Colou nele a lava jato de Henrique, que passou 11 meses preso respondendo a 9 processos por corrupção, desvio de dinheiro, caixa 2 e outras coisas mais, enquanto Garibaldi dava entrevistas fazendo sua defesa.

Resultado: o senador de 1 milhão de votos foi engolido pela então deputada Zenaide Maia e pelo coordenador da lei seca, capitão Styvenson.

Henrique tinha mesmo que ser grato a Garibaldi.

Mas não foi.

Hoje diz que será, mas quando poderia ter sido, apoiou a candidatura de Benes Leocádio a deputado federal, na tentativa de derrotar Walter, o filho de Garibaldi.

O ex-deputado justificou o voto em Benes, mas não disse que buscou bases de Walter para deselegê-lo e fazer de Benes o federal mais votado.

Era a senha que precisava para ter de volta o MDB que hoje está nas mão de Walter e de Garibaldi.

Não colou.

“Quando um não quer, dois não brigam”, disse Henrique na nota que assinou, ressaltando que não iria brigar com Garibaldi pelo fato do primo ter oficializado o rompimento político com ele.

A máxima valeu para Garibaldi, quando Henrique anunciou publicamente que, sendo eleito presidente da Câmara, passaria o comando do PMDB do Rio Grande do Norte para o deputado Walter Alves, mas não o fez. Garibaldi silenciou. Para ele valia a máxima do quando um não quer, dois não brigam.

Na nota divulgada hoje, Henrique se disse surpreso pela declaração de Garibaldi.

Garibaldi durante anos se surpreendeu com Henrique, que nunca engoliu a remota possibilidade do primo Walter poder chegar mais longe do que ele na política.

O clima de primos paz e amor que hoje Henrique tenta pregar, há muito não existia, mesmo quando os dois ainda caminhavam juntos.

Tanto que o noticiário político passou a separar muito bem o PMDB do G e o PMDB do H.

Escrever sobre a ‘união’ de primos agora, é forçar a barra que só a Henrique interessa.

E o próprio dizer que aprendeu com o pai, é botar na conta de Aluízio tudo o que viveu nos últimos anos.

Redação

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