Pilotos e comissários dos EUA temem novos números da pandemia e recusam bônus para voar mais

Pilotos, comissários e a equipe de apoio das companhias aéreas nos Estados Unidos estão resistindo a fazer hora extra durante a temporada de férias, mesmo com incentivos financeiros maiores.

Segundo os sindicatos do setor, os funcionários temem lidar com passageiros que não cumpram as medidas sanitárias por conta da pandemia, além de um medo crescente de se infectar com Covid-19.

Com a nova variante ômicron, as infecções em todo o mundo atingiram um recorde nos últimos sete dias, com média de mais de 1 milhão de casos detectados por dia.

Na última quinta-feira (30), mais de 1.200 voos domésticos e internacionais foram cancelados, segundo o site de acompanhamento de viagens aéreas Flight Aware.

O Natal é normalmente um período de pico para viagens aéreas, mas a rápida disseminação da nova variante, altamente transmissível, forçou as companhias aéreas a cancelar voos já que parte dos pilotos e membros da tripulação precisou ser colocada em quarentena.

A United Airlines disse que o pico atual de casos de Covid-19 teve impacto direto em suas operações. A JetBlue também reduziu o número de voos em mais de 1.200 até janeiro.

A FAA (agência federal de aviação dos EUA) confirmou que há um número crescente de funcionários do setor que testou positivo para Covid-19.

No setor aéreo, o saldo de cancelamentos de voos se uniu a uma maior dificuldade para convencer as equipes a ficarem mais tempo no ar.

Reuters

Redação

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