Covid-19: França atinge recorde de 100 mil novos casos diários

Com 104.611 novos casos em 24 horas, a França atingiu um pico sem precedentes desde o início da epidemia, em março de 2020, segundo dados divulgados hoje pela agência de saúde pública francesa.

A marca de 50 mil novos casos diários fora ultrapassada no dia 04 de dezembro, o que significa que esse valor duplicou em apenas três semanas.

Perante a proliferação da variante Ômicron, o Governo francês procura encontrar soluções para controlar a pandemia e o Presidente, Emmanuel Macron, vai presidir a uma reunião do Conselho de Defesa Sanitária, na segunda-feira, que se realiza por videoconferência uma hora antes de uma outra reunião do Conselho de Ministros que deve aprovar novas medidas de contenção.

Algumas medidas já foram tomadas localmente, como em Savoie (sudeste), onde um decreto municipal prorroga as medidas em vigor desde 30 de novembro, exigindo o uso de máscaras para maiores de 11 anos, incluindo ao ar livre, em locais com mais de 10 pessoas.

O uso de máscara também é obrigatório para crianças com 11 anos ou mais, das 09:00 à meia-noite nos municípios de Chambéry, Aix-les-Bains e Albertville e nos municípios das estâncias de esqui (como Tignes ou La Plagne).

O número de mortes com covid-19 em França, desde o início da pandemia, atingiu hoje 122.546, o que representa 84 a mais do que na sexta-feira.

Desde o início da campanha de vacinação em França, 52.712.462 pessoas receberam pelo menos uma dose (ou seja, 78,2% da população total), 51.606.171 pessoas apresentam um esquema de vacinação completo (ou seja, 76,5% da população total) e 21.947.185 pessoas já receberam uma dose de reforço.

A covid-19 provocou mais de 5,38 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.861 pessoas e foram contabilizados 1.276.053 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ômicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

Redação

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